quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Reflexão - Mt 9, 9-13

Todos nós vivemos afirmando que Jesus é misericordioso, que veio para trazer a salvação para todas as pessoas e coisas do gênero, mas na hora da convivência com as pessoas, parece que não é bem assim, pois somos proibitivos e sabemos sempre evidenciar os erros e os pecados que são cometidos para provocarmos discórdia, separação e exclusão. É muito comum ouvirmos nas comunidades: "Eu acho que Fulano não pode participar de tal coisa porque ele fez isso e aquilo". Devemos crer que de fato não somos nós quem chamamos para o serviço do Reino, é Jesus quem chama e ele sabe muito melhor que nós quem está chamando e porque ele está chamando. A nós compete criar condições para que todos possam assumir a própria vocação.

Internautas Missionários: Mulheres sacerdotisas, celibato e poder de Roma

Internautas Missionários: Mulheres sacerdotisas, celibato e poder de Roma: Entrevista com o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Piacenza ZP11092003 - 20-09-2011 Permalink: http://www.zenit.org/article-2888...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Reflexão - Lc 8, 19-21

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Seja!


Seja Fonte. Fonte de água pura e cristalina, seja água abundante para quem tem sede de amor, de carinho, de força, de apoio, de diretriz. Se você não tem nenhum motivo para ser feliz, seja feliz por ser fonte, por ser procurado por aqueles que  precisam de você.

Seja Porto. Porto de chegada de almas cansadas, seja  porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo, e que precisam de um lugar tranqüilo para descansar o fardo que carregam, para ser porto de chegada,  abrace, afague, receba, dê boas vindas. Seja porto de saída, saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores, dos fracassos e decepções, partindo para uma vida melhor; para isso, ajude, apóie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente. Seja também porto seguro, para quem te ama e te precisa, porto seguro para os amigos, para a família, para quem precisar. Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo. Esqueça sua fraqueza e se torne forte para os outros. Se você não tem motivos para ser feliz, seja feliz por ser porto, para receber aqueles que procuram por ti.

Seja Ponte. Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu. Para ser ponte, compreenda, perdoe e deixe as pessoas passarem por você. Para ser ponte, esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta. Seja a passagem, e não o atalho, seja o caminho livre e não o pedágio. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser ponte. Ponte significa união, ligação, laços de afeição.

Seja Estrada. Estrada longa, gostosa de passear, estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar. Seja estrada que guia, estrada que conduz a outros caminhos. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrada, estrada dos peregrinos da vida; estes plantarão flores aos seus pés. Seja estrada para os caminhantes do tempo, estes regarão as suas flores. Seja estrada para os andarilhos do mundo, estes poderão colhê-las, e sentir o seu perfume.

Seja Estrela. Seja a estrela que mais brilha no firmamento. Seja a estrela inspiradora dos poetas, dos românticos e apaixonados. Para ser estrela, ilumine os que te cercam, distribua luz gratuitamente. Seja estrela guia, estrela da sorte. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrela, por que as estrelas estão sempre no alto, são soberanas por que guiam os navegantes.

Seja Chuva. Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz.  Seja chuva que inunda os campos áridos, que molham os jardins, que dá vida a toda vegetação, e faz transbordar os rios. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser chuva, a chuva é sempre esperada, por que dela depende a continuidade de toda a humanidade.

Seja Árvore. Árvore que dá frutos para quem tem fome, que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida. Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos, que enfeitam os quintais. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser árvore. Porque ser árvore é ter raízes sólidas e profundas. É ter braços que se alongam, que se estendem. É produzir flores para enfeitar a alma de alguém, é ser forte e enfrentar temporais. É ter suas folhas embaladas pelo vento, é ser molhada pela chuva e acalentada pelo sol, é fazer parte da criação como um ser único.

Ser Fonte, ser Porto, ser Ponte ou Estrada, ser Estrela, ser Chuva ou ser Árvore é servir a Deus.
Recebido por e-mail: de Rogério Camini.

Maria, a servidora


É impressionante a beleza moral de Maria. Acaba de receber a maior noticia que uma jovem mulher jamais ouvira. Será a mãe do prometido Messias. O que faz ela? Vai lá na praça dar testemunho?  Com tanta gente hoje, agarrando microfones e, sem se aprofundar na catequese, como fez Paulo (     ) , já no mês seguinte, em várias igrejas dando apressadamente testemunho de fé, é de se imaginar que Maria fosse tentada a fazer isso. Não o fez.
Era pessoa madura. Fez antecipadamente o que seu Filho ensinaria o tempo todo: testemunho tem hora e lugar. Não o digam a ninguém. (    ) Ainda não é hora. Calem-se sobre isso. (    )  Não saiam por aí espalhando o que houve (   ) Conte, mas só para a sua família. (      )  Jesus ensinaria isso!
Maria fez o mesmo, trinta e poucos anos antes. Calou-se, meditou, guardou silêncio. (     ) Só contou para Izabel sua parenta que também tinha recebido semelhante graça. Qual foi a primeira atitude da humilde, pura e maravilhosa Maria? Ao invés de sair pelas praças e sinagogas ostentando o ventre e dando testemunho do que Deus ali pusera, foi depressa para uma cidade de Judá, para quê? ( Lc 1,39-56) Para ficar com sua parenta já idosa que engravidara. Ficou lá seis meses, servindo àquele que precederia e anunciaria o seu Filho. Maria, a mãe agradecida de humilde foi servir o profeta que anunciaria o seu Filho. Que mulher maravilhosa. Põe beleza nisso!
É por essa e outras razões que nós católicos a amamos tanto.  Não pensa em si; não tira vantagem de sua gravidez, não busca aplausos, apenas reconhece que ele virá por causa do seu Filho, ora pelos outros, vai servir Izabel e João e deixa Deus completar nela a obra que começara. Por isso é que a chamamos de "primeira cristã". Deus a preparara moralmente para esta missão. Seu comportamento o atesta. Mostrou-se digna de ser quem era. Não se aproveitou da grandeza do Filho, não fez ponta na pregação do Filho. Não apareceu às custas dele. Fez de tudo para não aparecer. Na hora da dor estava lá, na hora de servir estava lá e na hora de pedir pelos outros estava lá. Na entrada triunfal do dia de ramos e na Santa Ceia não se fala dela!  Mas, na cruz ela reaparece... Continuou sendo a serva do Senhor.
Que os pregadores e as pregadoras de agora, nós todos, aprendamos a usar o menos possível o pronome "eu" e o máximo possível o eles, o nós e o vós... Maria fez isso. Falou pouco, apareceu pouco, mas fez um belíssimo trabalho de bastidores. Pedagogia de mulher que, além de ser mãe, era santa!
 
Fonte: Pe. Zezinho, scj

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Reflexão: Evangelho - Lc 5,1-11


Um dos elementos mais importantes do cristianismo é a vida comunitária. Para quem é cristão, não existe lugar para o individualismo. Jesus nos mostra isso quando não realiza sozinho a sua missão, mas chama os apóstolos para participarem ativamente dela. Para o apostolado, Jesus não chama os melhores do ponto de vista da economia, da sociedade ou mesmo os mais santos; Jesus chama a todos, sem fazer qualquer tipo de distinção entre as pessoas. Assim, nos mostra que na atuação pastoral, devemos nos preocupar não simplesmente em fazer o trabalho, mas sim em envolver todas as pessoas, para que a atuação pastoral seja comunitária e revele este importante valor do Evangelho.