terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI Basílica Vaticana 24 de Dezembro de 2011


Amados irmãos e irmãs!
A leitura que ouvimos, tirada da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito, começa solenemente com a palavra «apparuit», que encontramos de novo na leitura da Missa da Aurora: «apparuit – manifestou-se». Esta é uma palavra programática, escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Antes, os homens tinham falado e criado imagens humanas de Deus, das mais variadas formas; o próprio Deus falara de diversos modos aos homens (cf. Heb 1, 1: leitura da Missa do Dia). Agora, porém, aconteceu algo mais: Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma ideia, nem algo que se há-de intuir a partir das palavras. Ele «manifestou-Se». Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens» (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira «epifania», a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos. «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens»: eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal.
Na primeira das três leituras desta Missa de Natal, a liturgia cita um texto tirado do livro do Profeta Isaías, que descreve, de forma ainda mais concreta, a epifania que se verificou no Natal: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros, e dão-lhe o seguinte nome: “Conselheiro admirável! Deus valoroso! Pai para sempre! Príncipe da Paz!” O poder será engrandecido numa paz sem fim» (Is 9, 5-6). Não sabemos se o profeta, ao falar assim, tenha em mente um menino concreto nascido no seu período histórico. Mas isso parece ser impossível. Trata-se do único texto no Antigo Testamento, onde de um menino, de um ser humano, se diz: o seu nome será Deus valoroso, Pai para sempre. Estamos perante uma visão que se estende muito para além daquele momento histórico apontando para algo misterioso, colocado no futuro. Um menino, em toda a sua fragilidade, é Deus valoroso; um menino, em toda a sua indigência e dependência, é Pai para sempre. E isto «numa paz sem fim». Antes, o profeta falara duma espécie de «grande luz» e, a propósito da paz dimanada d’Ele, afirmara que o bastão do opressor, o calçado ruidoso da guerra, toda a veste manchada de sangue seriam lançados ao fogo (cf. Is 9, 1.3-4).
Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, o Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz.  Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo facto de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo.
Natal é epifania: a manifestação de Deus e da sua grande luz num menino que nasceu para nós. Nascido no estábulo de Belém, não nos palácios do rei. Em 1223, quando Francisco de Assis celebrou em Greccio o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, tornou-se visível uma nova dimensão do mistério do Natal. Francisco de Assis designou o Natal como «a festa das festas» – mais do que todas as outras solenidades – e celebrou-a com «solicitude inefável» (2 Celano, 199: Fontes Franciscanas, 787). Beijava, com grande devoção, as imagens do menino e balbuciava-lhes palavras de ternura como se faz com os meninos – refere Tomás de Celano (ibidem). Para a Igreja antiga, a festa das festas era a Páscoa: na ressurreição, Cristo arrombara as portas da morte, e assim mudou radicalmente o mundo: criara para o homem um lugar no próprio Deus. Pois bem! Francisco não mudou, nem quis mudar, esta hierarquia objectiva das festas, a estrutura interior da fé com o seu centro no mistério pascal. Mas, graças a Francisco e ao seu modo de crer, aconteceu algo de novo: ele descobriu, numa profundidade totalmente nova, a humanidade de Jesus. Este facto de Deus ser homem resultou-lhe evidente ao máximo, no momento em que o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, foi envolvido em panos e colocado numa manjedoura. A ressurreição pressupõe a encarnação. O Filho de Deus visto como menino, como verdadeiro filho de homem: isto tocou profundamente o coração do Santo de Assis, transformando a fé em amor. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova. No menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.
Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. Francisco amava Jesus menino, porque, neste ser menino, tornou-se-lhe clara a humildade de Deus. Deus tornou-Se pobre. O seu Filho nasceu na pobreza do estábulo. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor. Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz.
Francisco fazia celebrar a santíssima Eucaristia, sobre a manjedoura que estava colocada entre o boi e o jumento (cf. 1 Celano, 85: Fontes, 469). Depois, sobre esta manjedoura, construiu-se um altar para que, onde outrora os animais comeram o feno, os homens pudessem agora receber, para a salvação da alma e do corpo, a carne do Cordeiro imaculado – Jesus Cristo –, como narra Celano (cf. 1 Celano, 87: Fontes, 471). Na Noite santa de Greccio, Francisco – como diácono que era – cantara, pessoalmente e com voz sonora, o Evangelho do Natal. E toda a celebração parecia uma exultação contínua de alegria, graças aos magníficos cânticos natalícios dos Frades (cf. 1 Celano, 85 e 86: Fontes, 469 e 470). Era precisamente o encontro com a humildade de Deus que se transformava em júbilo: a sua bondade gera a verdadeira festa.
Hoje, quem entra na igreja da Natividade de Jesus em Belém dá-se conta de que o portal de outrora com cinco metros e meio de altura, por onde entravam no edifício os imperadores e os califas, foi em grande parte tapado, tendo ficado apenas uma entrada com metro e meio de altura. Provavelmente isso foi feito com a intenção de proteger melhor a igreja contra eventuais assaltos, mas sobretudo para evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus. Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho interior de São Francisco: o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer. Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E nesta hora rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Amen.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Mensagem de Natal


Um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.
É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.
Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.
Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.
Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.
Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Façamos uso de tudo aquilo que nos proteje e a nossa familia.

Evangelho - Mt 17,10-13

Ao descerem do monte,10os discípulos perguntaram a Jesus:"Por que os mestres da Lei dizemque Elias deve vir primeiro?"11Jesus respondeu:"Elias vem e colocará tudo em ordem.12Ora, eu vos digo: Elias já veio,mas eles não o reconheceram.Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram.Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles."13Então os discípulos compreenderamque Jesus lhes falava de João Batista.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Reflexão - Mt 11, 16-19

Muitas pessoas ouvem as mensagens do Evangelho, mas não se sensibilizam com elas, não correspondem a elas, de modo que elas não provocam eco em suas vidas. O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é tão importante como a comunhão de idéias e valores que deve haver entre os homens e Deus. O conhecimento nos ajuda a realizar esta comunhão de modo que ele é um meio necessário para que possamos atingir o fim, mas o conhecimento não é a finalidade em si. Se ficamos apenas no conhecimento, não dançamos com as flautas nem batemos no peito com o canto fúnebre, não comungamos as idéias de Jesus.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Reflexão - Mt 11, 28-30

Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Reflexão - Mt 18, 12-14

Os tempos messiânicos são os tempos de misericórdia de Deus, de restauração da união entre o céu e a terra, tempos em que todos os que não estão participando ativamente do Reino de Deus são convidados a voltar e a viver a vida de amizade e intimidade com Deus. A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do Deus que ama todas as pessoas e vem ao seu encontro. Se a partir do pecado nos afastamos de Deus e do seu amor, a misericórdia de Deus vem ao nosso encontro de modo que, restaurados pela graça, não nos percamos, mas participemos da plenitude da vida divina.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Reflexão - Mt 4, 18-22

No nosso dia a dia devemos estar sempre atentos à presença de Jesus que se aproxima de nós e nos chama para o serviço do Reino. Esta aproximação acontece principalmente a partir dos apelos que chegam até nós nos sofrimentos, nas dores, nas necessidades não satisfeitas, na fome, na miséria, na culpa, na falta de fé, no desconhecimento de Deus, na falta de sentido de vida, na violência, enfim, em tudo o que exige de nós uma resposta de amor, que é o fundamento de todo apostolado, de todo seguimento de Jesus. Deixando tudo o que estamos fazendo, devemos ser a resposta viva de Deus para todos esses apelos.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 10, 21-24

Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação da graça divina e reconhecemos a presença de Jesus em nossas vidas. Felizes somos todos nós que aceitamos de bom coração esta presença e acolhemos Jesus. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação do Espírito Santo de modo que, conduzidos por ele, renunciamos à sabedoria do mundo como um fim em si e aceitamos o mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis. Felizes somos todos nós que somos amados por Deus que, a partir da revelação que nos vem por Jesus, nos permite viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Reflexão - Mt 8, 5-11

A presença de Jesus no meio dos homens significa a chegada dos tempos messiânicos e o pleno cumprimento de todas as profecias do Antigo Testamento. Os sinais que Jesus realiza atestam este fato. Mas para que as pessoas participem do Reino de Deus de modo a usufruir dos dons que lhes são oferecidos nestes tempos messiânicos, faz-se necessária a aceitação plena de Jesus e de sua palavra, assim como a adesão à causa do Reino de Deus. Não basta ser católico para participar das coisas do alto, é necessário assumir a fé e ter uma vida coerente com ela.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 21, 5-11

Não podemos por na realidade material o sentido final da nossa vida e a causa da nossa felicidade, pois o mundo material é transitório e só encontra o seu verdadeiro sentido enquanto é relacionado com o definitivo, ou seja, o mundo espiritual, e contribui para que a pessoa encontre nos valores que não são transitórios a causa da sua vida e da sua felicidade. Assim, devemos ser capazes de submeter os valores transitórios aos valores definitivos, pois somente eles podem nos garantir a nossa plena realização.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 19, 45-48

Existem muitas pessoas que se vangloriam do fato de participar ativamente da Igreja, possuir ministérios ou ter um cargo importante na comunidade eclesial. Mas infelizmente, existem pessoas que usam do fato da pertença na comunidade para substituir as relações de serviço por relações de poder, para dominar, oprimir, buscar promoção pessoal e desvalorizar as outras pessoas que fazem parte da comunidade. A religião para essas pessoas é uma forma não de adorar ao Deus vivo e verdadeiro, mas sim de promover o culto a si próprio e buscar a satisfação dos seus próprios interesses. A esses diz Jesus: "sofrerão a mais rigorosa condenação".

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 19, 41-44

A cidade de Jerusalém abre as suas portas para Jesus, mas não abre o seu coração. Não aceita as suas palavras e rejeita a sua doutrina, pois os seus olhos estão voltados para outra direção, a direção que a levará até a destruição e a morte. É necessário que abramos o nosso coração e reconheçamos que somos visitados pelo Deus da Vida e que rejeitar essa visita significa para nós trilharmos os caminhos da morte, resultado de uma vida de quem apenas está preocupado em olhar para seus interesses mesquinhos e não para os verdadeiros bens que são destinados a quem acolhe o Senhor e vive segundo os valores do Evangelho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 19, 11-28

Os dons que temos não nos pertencem, mas sim a Deus, que é o Senhor de tudo, de modo que os dons que recebemos de Deus devem ser ordenados para ele. Sendo assim, não podemos usar os nossos dons, nem mesmo os dons naturais, somente em vista da nossa realização e da nossa promoção pessoal, mas devemos colocá-los a serviço de Deus e dos nossos irmãos e irmãs, pois somente quando o dom se transforma em serviço é que ele é capaz de multiplicar e de produzir frutos em abundância, contribuindo, assim, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio dos homens.

sábado, 12 de novembro de 2011

Vamos ler o evangelho - Lc 18, 1-8 em seguida reflitamos.

A parábola do juiz iníquo nos mostra, como o próprio São Lucas nos diz, a necessidade da oração constante e da confiança em Deus que sempre ouve as nossas preces. Porém devemos ver qual a preocupação de Jesus no que diz respeito ao conteúdo da oração. O juiz não quer fazer justiça para a viúva e depois a faz por causa da insistência dela. A partir disso, Jesus nos fala sobre a justiça de Deus, ou seja, que o Pai fará justiça em relação aos que a suplicam. Deste modo, vemos que Jesus exige que a nossa oração não seja mesquinha, desejando apenas a satisfação das necessidades temporais, mas sim a busca dos verdadeiros valores, que são eternos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 17, 20-25

O Evangelho de hoje nos mostra que precisamos reconhecer a presença do Reino de Deus no meio dos homens para que possamos reconhecer a presença de Jesus em nosso meio. E vamos encontrar Jesus presente no meio de nós nos que sofrem, que são rejeitados, que são excluídos da sociedade. A sociedade não quer viver os valores do Reino de Deus e vive do egoísmo, do acúmulo de bens, da busca desenfreada de poder e de prazer, da escravidão dos vícios, etc. Os membros dessa sociedade vivem uma fé superficial, materialista, mesquinha e descompromissada, que faz com que queiram ver Jesus, mas não possam vê-lo, pois não o reconhecem nos pobres e necessitados.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Reflexão - Jo 2, 13-22

O templo deve nos levar à reflexão sobre a realidade da morada de Deus entre os homens e a importância dessa morada. É claro que reconhecemos a presença de Deus nos nossos templos e sempre nos encontramos com ele, seja na visita ao Santíssimo Sacramento ou na participação nas diversas celebrações litúrgicas. Mas também devemos nos lembrar que o verdadeiro templo de Deus é aquele formado de pedras vivas e que tem como alicerce o próprio Jesus. Portanto, de nada adiante para nós uma religião que valoriza a presença de Deus nos templos materiais construídos por mãos humanas, construção essa muitas vezes marcadas pelo pecado e pela iniqüidade, e não valorizarmos os verdadeiros templos, ou seja, os nossos irmãos e irmãs.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 17, 1-6

A misericórdia é um dos valores evangélicos mais importantes e ser misericordioso significa, antes de tudo, ser capaz de colaborar com a salvação das pessoas, ser capaz de perdoá-la. Mas perdoar não significa esquecer, deixar de lado, pois o perdão não pode negar a verdade nem a responsabilidade da pessoa diante dos fatos. Perdoar significa não querer a punição para quem é culpado, mas sim criar condições para que ele possa se reerguer e reparar o mal que realizou. E somente aquela pessoa que tem fé é capaz de perdoar verdadeiramente, porque somente quem acredita no Deus misericordioso é capaz de agir verdadeiramente com misericórdia.

sábado, 5 de novembro de 2011

Reflexão - Lc 16, 9-15

Devemos usar do dinheiro da injustiça para conquistar os bens eternos. De fato, o dinheiro é sempre uma realidade injusta, independentemente da forma como foi conquistado, porque vai sempre significar separação, apossamento, divisões e condições de vida diferentes, gerando oportunidades diferentes e privilégios, além de uma concorrência sempre injusta com os nossos irmãos e irmãs. Por isso, Jesus diz que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro. Usar do dinheiro da injustiça para conquistar os bens eternos significa usar de tudo o que o dinheiro nos concede, tanto em termos de bens materiais como pessoais, como por exemplo a formação profissional, para a construção do Reino e a promoção da dignidade de todos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Jornada de reflexao e oracao pela paz - discurso do Papa Bento XVI (ASSIS, 27 de outubro de 2011)‏


Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,queridos amigos,Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exactamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida rectamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

Reflexão - Lc 14, 1.7-11

O mundo em que vivemos é marcado pela concorrência, pela luta constante no sentido de superar as outras pessoas. É sempre uma luta de um contra os outros para vencer, estar por cima, e, por causa dessa concorrência, nunca sobra lugar para a amizade, o amor e a fraternidade. Jesus nos mostra que entre nós, que somos seus discípulos, não deve ser assim. Devemos buscar a promoção das pessoas, valorizar aqueles que estão ao nosso lado, a fim de que, promovendo as pessoas, elas também nos promovam, de modo que temos o crescimento de todos e não apenas de alguns e vivamos como irmãos, filhos do mesmo Pai que está nos céus, e não como inimigos em uma batalha constante.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 6, 12-19


Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos auto-suficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 13, 22-30

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

sábado, 22 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 13, 1-9

Quem vive na graça de Deus tem a vida dentro de si. Ao contrário, a paga do pecado é a morte. Esta verdade deve sempre estar presente em nossas mentes, a fim de que possamos, apesar dos nossos pecados, buscar a verdadeira vida que vem de Deus. A partir dessa consciência, devemos procurar constantemente a conversão, a busca da santidade, a coerência da nossa vida com a fé que professamos. O Evangelho de hoje nos mostra que Deus tem paciência conosco e, por meio da sua graça, está sempre contribuindo para a nossa conversão e para a nossa santificação, mas é necessário que também nós procuremos fazer a nossa parte.

Reflexão - Lc 12, 54-59


Devemos saber reconhecer o tempo em que estamos vivendo. Vivemos os últimos tempos, o tempo pós-pascal. Tempo de edificação do Reino de Deus na história dos homens. Tempo de fazer com que o mistério da cruz e da ressurreição produzirem frutos de fraternidade, justiça e solidariedade. Tempo de presença do Espírito Santo na vida de todos, tempo de crescimento no amor e na verdade. Tempo de reconciliação, de construção da paz e da vida nova. Tempo de sentir os apelos do reino que se manifestam na história, apelos para nos comprometermos com os pequenos, apelos para celebrarmos o Deus atuante na história.

domingo, 9 de outubro de 2011

Os demônios do apostolado

“Sejam advertidos, pois, os que são muito ativos, que pensam abarcar o mundo com suas pregações e obras exteriores, que fariam muito mais bem á Igreja e agradariam muito mais a Deus, sem falar no bom exemplo que dariam, se gastassem ao menos a metade deste tempo em estar com Deus em oração… Com isso, fariam mais e com menos trabalho com uma só obra do que com mil, alcançando merecimento de sua oração e recobrando forças espirituais com ela; do contrário, tudo não passa de agitação, de fazer pouco mais que nada e, às vezes, nada e, outras vezes, dano” (São João da Cruz)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 11, 5-13

A oração é uma busca constante de viver na presença de Deus e procurar estar em diálogo com ele para que ele nos ajude em nossas necessidades, mas devemos nos lembrar das palavras de são Tiago: pedis sim, mas pedis mal, pois não sabeis o que pedir. Muitas vezes pedimos, e pedimos muito, mas não pedimos o que deveríamos, nossos pedidos são mesquinhos, materialistas e visam simplesmente a satisfação de interesses pessoais e imediatos, não sabemos pedir os verdadeiros valores, que são eternos, não pedimos a salvação, o perdão dos pecados nossos e dos outros, não pedimos pela ação evangelizadora da Igreja, pela superação das injustiças que causam guerras e tantos sofrimentos, mas principalmente, não pedimos a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 10, 38-42

Existem pessoas que se sentem angustiadas diante do sofrimento de outras pessoas, das injustiças, das carências e necessidades dos outros e também diante da descrença que existe no mundo de hoje, e, movidas por essa angústia, se entregam de corpo e alma no trabalho evangelizador, promocional e assistencial. Porém, todos nós devemos levar em consideração que o mais importante nem sempre é o que estamos fazendo, mas a motivação pela qual agimos e a consciência de que, na verdade, somos colaboradores com o próprio Deus na sua ação de salvação dos homens e que nada podemos fazer por nós mesmos. Assim, o ativismo é estéril e, além de não atingir seus objetivos, nos esvazia, enquanto que a mística, o encontro com Jesus, sustenta e dá eficácia ao nosso agir.


domingo, 2 de outubro de 2011

Do oferecimento de Cristo na cruz e da própria resignação

Assim como eu me ofereci voluntariamente por seus pecados a meu Pai, com as mãos estendidas na cruz e todo o corpo nu, de modo que nada me ficou que não oferecesse em sacrifício para conciliá-lo com Deus, assim deve você também cada dia, no sacrifício da Missa oferecer-se a mim como uma hóstia pura e santa, quanto mais entranhavelmente possas e com todas as potências de sua alma.


Que coisa quero de você senão que se entregue a mim sem reserva? De tudo o que me der não faço caso, não entrando você na mesma dádiva; porque não quero os seus dons, senão a você mesmo.





Reflexão 27º DOMINGO Tempo Comum

Entre as parábolas de Jesus, certamente a deste domingo é a mais dura. Quase diria que esta parábola é a mais direta e radical de todas. Jesus se mostra desanimado de esperar que os corações dos fariseus e dos escribas se amoleçam, que seus ouvidos se abram. É o auge da queixa que Jesus fizera noutra ocasião: “Têm ouvidos e não ouvem, têm olhos e não vêem” (Mt 13,14-15).

Se a parábola de Jesus tinha um endereço certo, e que foi atingido naquele momento, ainda hoje ela continua atual e alcança os que rejeitam a pessoa divino-humana de Jesus de Nazaré e seus ensinamentos? Ou aqueles que, julgando-se donos da verdade, querem apoderar-se da vinha, ou seja, do Reino de Deus?

A vinha sempre foi e sempre será do Senhor. A criatura humana, exatamente por ser criatura, nasceu para o serviço do Senhor e do Reino do Senhor. Por não acreditarem na evidência da divindade de Jesus, fariseus e escribas frustraram a justificação (santificação) que Jesus trouxe; não entram no “Reino dos Céus”.

Na parábola de hoje, Jesus se torna ainda mais forte e duro(cf. Evangelho de Mateus 21,33-43). Não só não quiseram crer, mas assassinaram os profetas e o próprio Filho de Deus. A parábola foi tão clara que “os sumos sacerdotes e os fariseus entenderam que falava deles” (Mt 21, 45) e se enfureceram.

Jesus toma uma figura bastante familiar: a vinha. Familiar não só porque havia muita vinha na Palestina e era comum seu arrendamento, mas também porque, desde os profetas antigos, o povo de Israel era comparado à vinha.  Por isso mesmo a primeira leitura de hoje lembra que “a vinha do Senhor é a casa de Israel” (Is 5,1-7), por quem Deus tudo fizera. Dela, Deus esperava frutos de direito e de justiça, mas só colheu violência e traição. Também o Salmo Responsorial compara o povo de Israel a uma videira transplantada do Egito para a Terra Prometida e cultivada com carinho por Deus quando nos convida a salmodiar: “A VINHA DO SENHOR É A CASA DE ISRAEL!”. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Reflexão - Lc 10, 17-24

Muitas vezes, podemos perguntar: por que as pessoas mais simples e humildes recebem com maior facilidade a mensagem do evangelho do que as sábias e inteligentes? A resposta, à luz do evangelho de hoje, parece fácil: é porque Deus revela as coisas a elas e as esconde aos sábios e inteligentes. Será que foi exatamente isso que Jesus quis dizer? Parece que não, pois nos mostraria um Deus injusto, que faz distinção de pessoas. Para os inteligentes e sábios, que confiam nos próprios conhecimentos, a abertura aos mistérios da fé é algo de primitivo e irracional e, com isso, o mistério fica oculto a eles, não porque Deus escondeu, mas porque eles se recusam a ver. Os simples e humildes submetem a inteligência à fé e Deus pode, assim, lhes revelar seus mistérios.

Reflexão - Lc 10, 13-16

Existem pessoas que vivem profundamente uma religião, mas na verdade essas pessoas não possuem fé. Fazem da religião um ritualismo e um cumprimento de preceitos e conhecem todos os seus dogmas e suas normativas morais, porém não possuem fé, porque não se sentem interpelados por Deus para a mudança de vida tanto em nível pessoal como comunitário. São pessoas que como diz o profeta Isaías, louvam a Deus com os lábios, mas seus corações estão longe dele, porque na verdade, não compreenderam que Deus é amor. O coração que se aproxima de Deus é o coração que é capaz de amar, não com romantismo, mas com compromisso de solidariedade, de busca de libertação, de luta contra a exclusão. Este sim, é o verdadeiro amor, e esta é a verdadeira conversão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Reflexão - Mt 9, 9-13

Todos nós vivemos afirmando que Jesus é misericordioso, que veio para trazer a salvação para todas as pessoas e coisas do gênero, mas na hora da convivência com as pessoas, parece que não é bem assim, pois somos proibitivos e sabemos sempre evidenciar os erros e os pecados que são cometidos para provocarmos discórdia, separação e exclusão. É muito comum ouvirmos nas comunidades: "Eu acho que Fulano não pode participar de tal coisa porque ele fez isso e aquilo". Devemos crer que de fato não somos nós quem chamamos para o serviço do Reino, é Jesus quem chama e ele sabe muito melhor que nós quem está chamando e porque ele está chamando. A nós compete criar condições para que todos possam assumir a própria vocação.

Internautas Missionários: Mulheres sacerdotisas, celibato e poder de Roma

Internautas Missionários: Mulheres sacerdotisas, celibato e poder de Roma: Entrevista com o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Piacenza ZP11092003 - 20-09-2011 Permalink: http://www.zenit.org/article-2888...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Reflexão - Lc 8, 19-21

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Seja!


Seja Fonte. Fonte de água pura e cristalina, seja água abundante para quem tem sede de amor, de carinho, de força, de apoio, de diretriz. Se você não tem nenhum motivo para ser feliz, seja feliz por ser fonte, por ser procurado por aqueles que  precisam de você.

Seja Porto. Porto de chegada de almas cansadas, seja  porto para aqueles que andam perdidos pelo mundo, e que precisam de um lugar tranqüilo para descansar o fardo que carregam, para ser porto de chegada,  abrace, afague, receba, dê boas vindas. Seja porto de saída, saída para quem precisar partir, despedindo-se das ilusões, das dores, dos fracassos e decepções, partindo para uma vida melhor; para isso, ajude, apóie, converse, estenda as mãos, ouça, oriente. Seja também porto seguro, para quem te ama e te precisa, porto seguro para os amigos, para a família, para quem precisar. Para ser porto seguro, esqueça o ego e pense no próximo, esqueça suas dores e amenize as dores do próximo. Esqueça sua fraqueza e se torne forte para os outros. Se você não tem motivos para ser feliz, seja feliz por ser porto, para receber aqueles que procuram por ti.

Seja Ponte. Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu. Para ser ponte, compreenda, perdoe e deixe as pessoas passarem por você. Para ser ponte, esteja no fim da estrada daqueles que não encontram o caminho de volta. Seja a passagem, e não o atalho, seja o caminho livre e não o pedágio. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser ponte. Ponte significa união, ligação, laços de afeição.

Seja Estrada. Estrada longa, gostosa de passear, estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar. Seja estrada que guia, estrada que conduz a outros caminhos. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrada, estrada dos peregrinos da vida; estes plantarão flores aos seus pés. Seja estrada para os caminhantes do tempo, estes regarão as suas flores. Seja estrada para os andarilhos do mundo, estes poderão colhê-las, e sentir o seu perfume.

Seja Estrela. Seja a estrela que mais brilha no firmamento. Seja a estrela inspiradora dos poetas, dos românticos e apaixonados. Para ser estrela, ilumine os que te cercam, distribua luz gratuitamente. Seja estrela guia, estrela da sorte. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser estrela, por que as estrelas estão sempre no alto, são soberanas por que guiam os navegantes.

Seja Chuva. Chuva que molha os corações secos, vazios de amor, de esperança, de paz.  Seja chuva que inunda os campos áridos, que molham os jardins, que dá vida a toda vegetação, e faz transbordar os rios. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser chuva, a chuva é sempre esperada, por que dela depende a continuidade de toda a humanidade.

Seja Árvore. Árvore que dá frutos para quem tem fome, que dá sombra e refresca o árduo calor dos caminhantes que seguem pela vida. Seja árvore que aninha, que acolhe os passarinhos, que enfeitam os quintais. Se você não tem outro motivo para ser feliz, seja feliz por ser árvore. Porque ser árvore é ter raízes sólidas e profundas. É ter braços que se alongam, que se estendem. É produzir flores para enfeitar a alma de alguém, é ser forte e enfrentar temporais. É ter suas folhas embaladas pelo vento, é ser molhada pela chuva e acalentada pelo sol, é fazer parte da criação como um ser único.

Ser Fonte, ser Porto, ser Ponte ou Estrada, ser Estrela, ser Chuva ou ser Árvore é servir a Deus.
Recebido por e-mail: de Rogério Camini.

Maria, a servidora


É impressionante a beleza moral de Maria. Acaba de receber a maior noticia que uma jovem mulher jamais ouvira. Será a mãe do prometido Messias. O que faz ela? Vai lá na praça dar testemunho?  Com tanta gente hoje, agarrando microfones e, sem se aprofundar na catequese, como fez Paulo (     ) , já no mês seguinte, em várias igrejas dando apressadamente testemunho de fé, é de se imaginar que Maria fosse tentada a fazer isso. Não o fez.
Era pessoa madura. Fez antecipadamente o que seu Filho ensinaria o tempo todo: testemunho tem hora e lugar. Não o digam a ninguém. (    ) Ainda não é hora. Calem-se sobre isso. (    )  Não saiam por aí espalhando o que houve (   ) Conte, mas só para a sua família. (      )  Jesus ensinaria isso!
Maria fez o mesmo, trinta e poucos anos antes. Calou-se, meditou, guardou silêncio. (     ) Só contou para Izabel sua parenta que também tinha recebido semelhante graça. Qual foi a primeira atitude da humilde, pura e maravilhosa Maria? Ao invés de sair pelas praças e sinagogas ostentando o ventre e dando testemunho do que Deus ali pusera, foi depressa para uma cidade de Judá, para quê? ( Lc 1,39-56) Para ficar com sua parenta já idosa que engravidara. Ficou lá seis meses, servindo àquele que precederia e anunciaria o seu Filho. Maria, a mãe agradecida de humilde foi servir o profeta que anunciaria o seu Filho. Que mulher maravilhosa. Põe beleza nisso!
É por essa e outras razões que nós católicos a amamos tanto.  Não pensa em si; não tira vantagem de sua gravidez, não busca aplausos, apenas reconhece que ele virá por causa do seu Filho, ora pelos outros, vai servir Izabel e João e deixa Deus completar nela a obra que começara. Por isso é que a chamamos de "primeira cristã". Deus a preparara moralmente para esta missão. Seu comportamento o atesta. Mostrou-se digna de ser quem era. Não se aproveitou da grandeza do Filho, não fez ponta na pregação do Filho. Não apareceu às custas dele. Fez de tudo para não aparecer. Na hora da dor estava lá, na hora de servir estava lá e na hora de pedir pelos outros estava lá. Na entrada triunfal do dia de ramos e na Santa Ceia não se fala dela!  Mas, na cruz ela reaparece... Continuou sendo a serva do Senhor.
Que os pregadores e as pregadoras de agora, nós todos, aprendamos a usar o menos possível o pronome "eu" e o máximo possível o eles, o nós e o vós... Maria fez isso. Falou pouco, apareceu pouco, mas fez um belíssimo trabalho de bastidores. Pedagogia de mulher que, além de ser mãe, era santa!
 
Fonte: Pe. Zezinho, scj

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Reflexão: Evangelho - Lc 5,1-11


Um dos elementos mais importantes do cristianismo é a vida comunitária. Para quem é cristão, não existe lugar para o individualismo. Jesus nos mostra isso quando não realiza sozinho a sua missão, mas chama os apóstolos para participarem ativamente dela. Para o apostolado, Jesus não chama os melhores do ponto de vista da economia, da sociedade ou mesmo os mais santos; Jesus chama a todos, sem fazer qualquer tipo de distinção entre as pessoas. Assim, nos mostra que na atuação pastoral, devemos nos preocupar não simplesmente em fazer o trabalho, mas sim em envolver todas as pessoas, para que a atuação pastoral seja comunitária e revele este importante valor do Evangelho.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Campanha para as portas da capela de Nossa Senhora do Carmo

Hoje estamos muito felizes por ter conseguido com muita oração e fé, a construção da capela em nossa comunidade, capela de Nossa Senhora do Carmo, onde se você rolar mais um pouco abaixo encontrará fotos da mesma, e essas estão sem as portas, então a todos que tem fé na construção de mundo melhor, mundo esse através do seguimento de Jesus, peço que colaborem com a campanha das portas, pois uma casa precisa de portas, portas essas ao se abrirem mostrará toda a beleza de nossa Mãe, Nossa Senhora do Carmo, e seu filho Jesus Cristo e todo ensinamento que aqui se proclama nas sagradas escrituras.
Faça parte dessa obra de fé!

Me dispeço, gradeço-lhe a atenção e disponibilidade para com o serviço ao que vem de Deus e da Virgem Mãe do Carmelo. Que o Bom Deus e a Santa Virgem do Carmelo conserve-o sempre nesta busca de servir a Deus com todo coração e todas as suas forças. O Bom Deus e a nossa Mãe Santíssima do Carmelo, nos faça cada vez mais atentos ao Evangelho de Jesus Cristo e sempre disponíveis ao seu serviço de nossos irmãos.



Banco Itaú
Agência = 1478
C/c - 13.493-3

Desejo de servir

                                    Senhor queria eu servi-lo todos os dias de minha vida, ao menos servi-lo dignamente um só dia. Falho como sou, tenho consciência que tu me serves mais do que eu a ti e me envergonho por isso, pois me criaste quando não existia o nada, me perdoaste quando pequei contra ti, e eu? Nem ao menos te percebo!


   Queridos irmãos em Cristo, quantas e quantas vezes não percebemos a presença de Cristo em nosso meio, como o mundo nos deixa cegos! são tantas coisas que acabamos sim em alguns instantes ou seja a maior parte do nosso tempo envolvidos com que nos afasta de Cristo. Devemos aproveitar ao máximo nossos pequenos momentos de lucidez, para aproveitar a presença daquele que preparou um plano de salvação desde do principio para conosco, desejar ardentemente sua presença no nosso meio, pois só assim teremos a paz, a verdadeira paz, sejamos amorosos e servidores uns aos outros, para que um dia quem sabe, recebamos a graça de servi a Deus ao menos um só dia em toda sua magnitude, e que essa graça se espalhe por todos os lados e que todos enxergue a presença de Deus em nós, pois só ele é digno de toda honra e glória.

domingo, 21 de agosto de 2011

Aprendizado

Hoje venho dizer a todos a importância que tem uma pessoa em nossas vidas e que essas pessoas não se tornem modelos absoluto, pois são falhas, erram, mas são importantes. Sabemos que nosso modelo de inspiração será sempre Jesus Cristo, cordeiro perfeito. E os amigos? São imperfeitos, mas assim autorizados por Deus para cruzarem nossos caminhos. Tive a graça de ter um amigo, um pai, um irmão e tantos outros adjetivos que nem tenho palavras, mas que aprendi muito com ele, um servo de Deus voltado ao serviço a missão, muitas vezes confundia suas atitudes para comigo, pois eram cheias de ensinamentos que me fez levar um certo tempo para compreensão e aos poucos foi se revelando, fez brotar em mim um sentimento que já existia e que o barulho do mundo não me deixava enxergar, acredito que muita gente ainda não escuta o coração, meio pressionado a fazer algo que na realidade não era nem tando desejo meu não fazer, mais sim uma força contraria, que é nos imposta por uma sociedade eloquente que me fazia recuar as vezes, mas mesmo assim com o incentivo das pessoas o fiz, e surgiram frutos e mais frutos, e isso tomou conta de me. E chegou a hora do amigo partir, pensei , o que fazer agora? não terei forças! Parei e conversei com Deus, como fazer? Então tive a resposta, as pessoas que cruzaram teu caminho não te ensinaram nada? E abriu minha mente! Sim foram importantes, me ensinaram a viver em comunidade, a servir, a ter zelo pelo próximo, até quando erravam pude aprender. Saibamos da valor sempre a todos aqueles que nos rodeiam pois é vontade de Deus que ele ali esteja, não é a toa que Deus nos envia pessoas, sempre tem algo maior a ser vivido por ambos, acredito eu, a construção do Reino dos Céus, ter amor, compaixão, ser humilde e partilhar. Meu amigo foi para uma missão maior, mas me deixou preparado para servir e amar o próximo com seus ensinamentos que não vinham somente dele mas sim daquele que fez o céu e a terra. Deus! Que permitiu que ele fosse o porta vós para me. Não podemos deixar passar por nós aqueles que Deus nos envia, sem ao menos tirar deles alguns ensinamento, melhor deixa-los nos ensinar, devemos agarrar as graças que nos é dada, sem deixar passar desapercebidas,  pois quando assim o fazemos não estamos vendo a face de Deus neles, Que não seja entre nós motivo de ser reconhecido por ninguém, pois a nossa gloria é fazer com que todos conheçam a Jesus e vejam  sua face em nós. Sempre temos algo a aprender todos os dias.

ZENIT - Papa convida jovens a amar a Igreja

ZENIT - Papa convida jovens a amar a Igreja

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Reflexão - Mt 19, 16-22

Deus nos ama com amor eterno e, por isso, quer relacionar-se conosco.A partir disso, devemos perceber qual é o verdadeiro sentido da religião.O que caracteriza o verdadeiro cristão não é a mera observância dos mandamentos, mas a busca da perfeição que está no seguimento de Jesus, portanto no relacionamento com ele. Porém, existem valores deste mundo que se tornam obstáculo para este relacionamento, como é o caso dos bens materiais, que impediram o jovem de buscar livremente a vida eterna e a perfeição, através da caridade e do seguimento de Jesus, embora observasse todos os mandamentos.

Quem Somos hoje?

Impressionante como essa pergunta mexe conosco, será realmente que sabemos quem somos de verdade! Podemos até querer nos enganarmos transmitindo o que a sociedade quer ouvir, assim aliviaria nosso ego, era a resposta mais prudente que uma sociedade precisa, ou seja, sou uma pessoa boa, que participo das missas aos domingos, de vez enquanto dou esmolas, as vezes dou bom dia, boa tarde, boa noite a alguém, mas somente isso nos identificaríamos, talvez sim! Seriamos bonzinhos... mas a realidade é que só isso não basta, precisamos fazer mais e vivenciar mas tudo aquilo que nos é ensinado nas escrituras, devemos buscar nossa liberdade plena, pois também as vezes somos más, quando estamos na missa é só de corpo presente, ao menos damos boa noite a quem está ao nosso lado, e quando damos  é aos conhecidos, é mais fácil, somos egoístas e etc... isso ainda nos torna escravos, mas de que? de um sistema!do pecado! imposto a qualquer custo, pelo lado material, enquanto nos deixarmos ser controlado por isso não seremos livres, só seremos livres quando realmente podermos agir por nossa propria vontade, sem se deixar influenciar por tantas coisas que aqui existe, que na realidade só nos afasta de Deus, e que o nosso guia seja a cabeça da Igreja e só. O que seremos amanhã ?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

COMIPA


CONSELHO MISSIONÁRIO PAROQUIAL - COMIPA 
1. JUSTIFICATIVA
A Missão primordial da Igreja é ser Missionária. Por isso, é necessária a criação 
e a organização, em nossas paróquias, de um Conselho Missionário Paroquial que, com 
discernimento evangélico, a partir do encontro com Jesus Cristo, avivará o espírito 
missionário de nossa ação pastoral, promovendo  “atitudes e iniciativas de autoavaliação e coragem para mudar o que é necessário, visando à conversão pastoral e a renovação das 
paróquias” (DGAE, 46 
1
e DAED, 9 
2
).
A criação do Conselho Missionário Paroquial está fundamentada nas Diretrizes Diocesanas, dentro 
do Programa de Cooperação Missionária, DAED, 1. ( pág.25) .
O cronograma diocesano (pág.26) prevê para 2010 “a conscientização e formação de nossas 
lideranças paroquiais, através do COMIDI e do COMIPA”. 
2. REFERÊNCIA EVANGÉLICA
“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos... ensinando-as a observar tudo quanto 
vos ordenei” (MT 28, 19-20).
“Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1 Cor 9,16).
3. CONCEITO
É um Conselho Missionário Paroquial que, sob a coordenação do Pároco, tem o compromisso de 
planejar e promover ações que mantenham viva a dimensão missionária da Igreja nas comunidades (matriz 
e capelas).
É um organismo que impulsiona de forma permanente a ação missionária paroquial
3
visando ao 
fortalecimento da fé, comunhão e participação eclesial dos paroquianos.
4. OBJETIVOS
4.1. OBJETIVO GERAL: 
Promover a organização da ação missionária paroquial (matriz e capelas) e a formação de 
discípulos missionários para o trabalho de evangelização comunitária
4.2.  OBJETIVOS ESPECÍFICOS
a) Coordenar a ação missionária paroquial, promovendo a integração de todas as pastorais e 
movimentos; 
b) Promover e gerar iniciativas de diálogo e crescimento da consciência missionária nas lideranças e 
pastoralistas;
c) Formar discípulos missionários para o trabalho de evangelização a domicílio;
d) Articular a dimensão missionária como prioridade junto ao Conselho de                   Pastoral, 
Conselho Econômico e Diretorias;  
e) Identificar e estimular estratégias para animação missionária na comunidade paroquial a partir de 
todas as pastorais, movimentos e atividades. 
5. FINALIDADES 
a) Integração dos agentes e unidade na ação missionária;
b) Desenvolvimento de uma consciência missionária no âmbito paroquial;
c) Reaproximação dos católicos afastados da Igreja;
                                                
1
DGAE: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, doc. CNBB 87 
2
DAED: Diretrizes da Ação Evangelizadora Diocesana
3
PEREIRA, José Carlos. Guia de Gerenciamento e Administração Paroquial. São Paulo: Paulus, 2008, p.69.d) Discernimento evangélico nas ações e promoções paroquiais e comunitárias para que sejam ações 
de promoção de vida e de paz;
e) Fazer com que a dimensão missionária norteie as pastorais, diretorias e movimentos, zelando para 
que suas promoções comunitárias favoreçam sempre a transmissão da fé e dêem testemunho de 
vivência cristã;
f) Colaborar, sempre que solicitado, com outras comunidades paroquiais, especialmente no que tange 
à formação de agentes missionários;
g) Informar sobre o andamento das atividades da Ação Missionária da Diocese.
h) Animar a ação missionária paroquial em todas as comunidades de fé.
6. ATIVIDADES  
a) Fazer o chamamento de voluntários para a preparação e formação de missionários;
b) Promover retiros, encontros com Cristo;
c) Fornecer subsídios para melhor conhecimento da atividade missionária;
d) Acompanhar todas as Pastorais e movimentos, subsidiando-os para manterem presente, em suas 
atividades e promoções, a dimensão missionária da Igreja.
e) Manter reunião mensal dos missionários, partilhando as ações evangelizadoras e dirimindo dúvidas 
que surgirem;
f) Mapear cada comunidade, identificando todos os setores por números e as ruas por nome e por nº 
de moradias;
g) Avaliar a ação missionária e sua repercussão no crescimento da fé e na participação comunitária 
dos paroquianos;
h) Elaborar cronograma de ação missionária em sintonia com o COMIDI;
i) Elaborar material de formação missionária paroquial e de sua divulgação;
j) Representar o COMIPA no COMIDI e nas Áreas Pastorais da Diocese;
k) Manter reuniões mensais de partilha de vivência missionária e atualização.
7. METODOLOGIA – ver, julgar e agir / avaliar 
O método VER, JULGAR E AGIR, adotado pela V Conferência de Aparecida, não é mera técnica de 
trabalho, mas vem carregado de conteúdo, orientado ao comunitário, método apropriado à comunidade 
eclesial no seu ser, no seu pensar e no seu agir conjunto.
a) VER: apresentação da realidade como marco referencial (Texto Base da CF 09, n. 6)
Implica em ver o grau de missionariedade nas ações e promoções paroquiais, mantendo-se a 
prioridade evangélica em relação aos pobres e excluídos e as prioridades diocesanas na formação 
e acolhimento das famílias e jovens. 
b) JULGAR: discernir com os olhos em Jesus o nosso agir pessoal, pastoral e comunitário. 
c) AGIR: tomar atitudes de auto-avaliação e coragem para mudar o que é necessário, favorecendo, sempre, 
a ação evangelizadora. 
d) AVALIAR: criar instrumentos de avaliação qualitativa e quantitativa da ação missionária desenvolvida, 
desde a seleção e formação de missionários; a inserção e participação comunitária dos 
paroquianos e até o atendimento prestado pela visitação domiciliar. 
8. COMPOSIÇÃO 
a) Coordenação da Ação Missionária Paroquial – Pároco
b) Coordenador do Conselho Missionário – Vigário / Diácono / Pastoralista
c) Secretário (a) – Pastoralista
d) Representante religioso (a)
e) Representante de cada Pastoral e movimento (adultos e jovens)
f) Representante de cada Comunidade de fé (Matriz e Capelas)
9. RECURSOS
9.1. RECURSOS HUMANOS: Pároco, Vigários, Diáconos, lideranças, pastoralistas. Integrantes de todos 
os movimentos, fraternidades e membros da comunidade.                     9.2. RECURSOS MATERIAIS: Bíblia, documentos da Igreja (Documento de Aparecida, Diretrizes 
Nacionais de Evangelização, Diretrizes Diocesanas), Manual de visitação, “folders”, mapas, vídeos, “data 
show”, textos de divulgação.
                                                   
10. CRONOGRAMA
O cronograma será estabelecido conforme orientações do COMIDI e atualizado segundo 
necessidade da ação evangelizadora: 
a) Motivação e mobilização dos pastoralistas.
b) Publicidade do projeto evangelizador.
c) Elaboração de material.
d) Curso de formação missionária.
e) Abertura oficial da atividade missionária 
f) Avaliação e replanejamento de atividade missionária. 
OBSERVAÇÃO: Todos os missionários/pastoralistas que já desenvolvem atividade missionária de 
visitação domiciliar, desde que designados pelos Párocos, devem continuar sua ação missionária. Deverão, 
todavia, atualizarem-se no trabalho missionário pela formação a ser oferecida, aperfeiçoando suas 
condições de discípulo missionário e incrementando as  visitas com a bênção das casas e reuniões com 
grupo de famílias para momentos de oração e encontros (Natalinos e Quaresmais).  
C O M I D I